28 de janeiro de 2006

O que se vai



O frio gume à jugular,
O fio de sangue que o veste ...
Completam-se.

Uma neblina me punge,
Descarto manhãs
E amanhãs ...
Esvaio.

Um sentimento,
Da perda capital
Do que não tive,
O reconheço,
Não sou de mim ...
Levito.

Na verdade plena
Que se me revela,
Inteiro-me.
Sei quem fui,
Sei quem sou.

O que se vai
Sem nunca,
Realmente,
Ter vindo .

4 comentários:

Anônimo disse...

Pai gostei da poesia!
Tchau!
Gabriela.

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