14 de janeiro de 2006

Casa vazia

O afago que não me houve,
A meia frase açoite
Da ofensa inteira ...

Abro minhas janelas,
Casa vazia,
Para libertar fantasmas.

Em que momento da vida
Dei o passo além de mim
Já não me importo.
Se calei quando da afronta
Foi porque cri.
Transformei-me
Em baças imagens reflexas,
Pedaços sem conta
Que jazeram aos meus pés
Do espelho que se quedou.

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