14 de janeiro de 2006

Nos olhos


Pernoitas num covil
E não te reconheces
Por dentre os de tua espécie.

Cravas teu veneno
Na jugular do meu amor
Mas antes ...
Olhes-me nos olhos.

Não me espreites,
Não serpeies,
Não te dissimules.

Discernes-me
Na bruma cotidiana
Em que te ocultas.

Sou teu antídoto
De ti.

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