11 de abril de 2006

O que jamais ousaste



Ajuízes-te,
Libertes-te das correntes
Com que te autopuniste
E vedam teu porvir.
.
Abandones-as,
São simples vidas,
Se sementes vindas de ti
Pouco importa,
Ao nada se comparam,
Retardam o que te espera.
.
Assumas
Tua proporção e porte,
Partas ao encontro do que te destinas.
Teus braços cingem estrelas,
Teus olhos luzem além do infinito,
Teu coração pulsa o pulso do universo,
Que importância tem
Inocentes humanidades,
Afastes-as com os pés,
São contratempo para o que és.
.
Envaideças-te,
Desfaças-te de tais pesados fardos,
Os d'ouros íris do mundo te fitarão,
Usufruas de teu gênio,
Detenhas em mão
O destino que jamais ousaste.
Por que apiedar-te
Das sem manhãs e amanhãs,
Se a dor é um sentimento relativo
E não doerá em ti?
.
Mintas,
Negues a verdade com desfaçatez,
Pises e esmagues antigas convicções,
Ergas com garbo a fronte,
Não te voltes jamais,
Mires a eternidade,
É o que importa.
.
Trair,
Sim, por que não?
És tu teu amigo único,
Não tens par,
Não serás o primeiro,
O derradeiro tão pouco.
.
Craves
Tua mira
No grande espelho do cosmo,
Constates a realeza dos teus reflexos,
A grandeza das tuas asas imaginação,
Tão além de qualquer conhecida medida.
.
Acordes,
Para que não te perpasses
Remorso algum nos áureos tempos
Que te virão.
Libertes a adimensional
Energia que cativas em ti.
.
Prepares-te,
Teu reino te espera,
Livre-arbítrio
É o nome do teu império!

2 comentários:

Anônimo disse...

Tal como me disse por email... de facto tenho gostado bastante do que aqui encontro. Hoje resolvi deixar umas palavras pois "a casa" ainda está mais bela.
Parabéns.

Anônimo disse...

Really amazing! Useful information. All the best.
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